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Memória e recordações: uma parte da verdade

  • janainagarciapro
  • 21 de dez. de 2025
  • 1 min de leitura
Um jovem pensativo
Imagem gerada em Photoshop

Seria possível guardar e recuperar memórias de forma precisa? Segundo diversos especialistas (psicólogos, psicanalistas, filosófos, neurocientistas, entre outros) ouvidos em uma reportagem do canal franco-alemão Arte, a resposta é não. A formação de cada lembrança é profundamente influenciada pelo contexto em que ocorre: emoções, ambiente e estímulos sensoriais — como sons e cheiros — moldam a maneira como um evento é registrado pelo cérebro.


O processo de rememoração também não é neutro. Ao recordar uma experiência, o estado emocional e os estímulos sensoriais do momento podem alterar novamente detalhes da lembrança. Além disso, o cérebro tende a preencher lacunas de informação para construir narrativas coerentes e compreensiveis quando detalhes da experiência original foram registrados de maneira imprecisa.


Essa vulnerabilidade ou essa faliabilidade da memória é algo negativo? Para muitos desses estudiosos, não. Memórias são essenciais para a construção da identidade individual e essa característica de maleabilidade pode ter uma função fundamental: a de permitir reinterpretar eventos passados à luz de novas experiências, conhecimentos e sensibilidades que não estavam disponíveis no momento em que esses eventos ocorreram.

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